sexta-feira, 29 de abril de 2016

Professor de Araguatins participará do revezamento da Tocha Olímpica

por Núbia Daiana Mota

Conduzir a Tocha Olímpica nunca passou pela cabeça do professor Alex Montel de Sousa até poucos meses. Mas o que parecia ser uma realidade distante vai se torna real para o educador de Araguatins que foi selecionado para participar do revezamento da Chama Olímpica Rio 2016, em Imperatriz, no Maranhão, no dia 14 de junho deste ano.

Alex é professor de língua portuguesa no Colégio Estadual Osvaldo Franco, em Araguatins. Na unidade de ensino, ele promoveu uma ação solidária que lhe rendeu a vaga no revezamento da tocha. “No ano passado idealizei a campanha de natal Um Sorriso Por Um Real, em parceria com os alunos, servidores da escola e com a comunidade. Visávamos presentear crianças carentes. Com o apoio de todos, o projeto foi um sucesso e chegamos a distribuir 1400 brinquedos em uma grande festa no dia 22 de dezembro”, relatou Alex.

O professor conta que ter sido o escolhido foi uma surpresa. “O regulamento exigia que o concorrente participasse de alguma ONG ou projeto social, então resolvi me inscrever, mas sem muita pretensão de ser selecionado. Eu sempre gostei de esportes e acompanho as Olimpíadas desde 1996. Acho muito empolgante carregar o fogo olímpico, mas jamais imaginei que um dia eu faria parte desse momento tão significativo para o esporte brasileiro. Meus sinceros agradecimentos a todos àqueles que contribuíram com a campanha, pois sem ela eu não teria sido escolhido”, destacou.

A Tocha Olímpica
A Chama Olímpica é um importante símbolo na história dos Jogos Olímpicos e representa a paz, a união e a amizade. Neste ano, a Tocha Olímpica Rio 2016 foi acesa no dia 21 de abril em Atenas, na Grécia. No Brasil, percorrerá todos os estados, passando pela capital do Tocantins, no dia 11 de junho. Em todo o país ela percorrerá 328 cidades até chegar ao estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto para acender a pira olímpica na abertura dos jogos.

Rio 2016
As Olimpíadas do Rio de Janeiro acontecerão de 5 a 21 de agosto de 2016. Serão 161 provas masculinas, 136 femininas e nove disputas mistas, com 306 medalhas em disputa. Ao todo, serão 42 modalidades, entre elas o golfe e o rugby, que voltam a aparecer no programa olímpico depois de 112 anos e 92 anos de ausência, respectivamente.

O Rio de Janeiro foi anunciado como sede das Olimpíadas de 2016 em 2 de outubro de 2009, durante a 121ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), em Copenhague, na Dinamarca. A Cidade Maravilhosa superou a concorrência de seis cidades: Chicago (EUA), Praga (República Tcheca), Tóquio (Japão), Baku (Azerbaijão), Doha (Qatar) e Madrid (Espanha). Na sessão de votação, o Rio levou 66 votos, contra 32 dados a Madri.

Fonte: Seduc/TO

terça-feira, 5 de abril de 2016

Quebradeiras de coco babaçu

Entre a Caatinga e o Cerrado, nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará, vivem as mulheres quebradeiras de coco babaçu. Elas somam mais de 300 mil mulheres trabalhadoras rurais que vivem em função do extrativismo do babaçu, uma das mais importantes palmeiras brasileiras.

Contra uma vida de segregação, as quebradeiras iniciaram seu processo de luta – denominado por elas de babaçu livre. O nome advém da “batalha” contra os pecuaristas, que construíram cercas em torno das áreas de incidência da palmeira, impedindo, dessa forma, a coleta do coco. Como forma de impedir a livre circulação das quebrad
eiras em suas terras, muitos criadores de gado, além do cercamento, transformaram babaçuais em áreas em pastos, numa atitude criminosa contra o meio ambiente e a cultura das populações tradicionais.

Fazendeiros, pecuaristas e as empresas agropecuárias cercaram as terras com consentimento e incentivos dos governos estadual e federal. Em seu ambiente, as mulheres passaram a ser pressionadas. Mas a resistência veio a partir da afirmação de uma identidade coletiva e da certeza de que sua atividade econômica era essencial para a vida delas.

Para fortalecer suas reivindicações, as mulheres criaram o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), no ano de 1995. O MIQCB luta pelo direito à terra e à palmeira de babaçu para que possam trabalhar e manter a natureza estável, e pelo reconhecimento das quebradeiras de coco como uma categoria profissional.

A discussão política ganhou força em 1997, quando foi aprovada, no município de Lago do Junco, a Lei do Babaçu Livre, garantindo às quebradeiras o direito de livre acesso e uso comum dos babaçuais e impôs restrições às derrubadas de árvores.

A luta das quebradeiras começou no estado do Maranhão, na região do Médio Mearim, onde famílias das comunidades Centrinho do Acrízio, Ludovico e São Manoel, no município de Lago do Junco, conquistaram, após um longo processo de luta, áreas para morar e produzir. A região havia sido povoada no passado por posseiros, descendentes de escravos e indígenas.


Até os dias atuais, as quebradeiras fazem mobilizações para garantir o debate sobre alternativas de desenvolvimento para as regiões onde existe o babaçu. O movimento é predominantemente das mulheres, e por isso reserva aos homens um espaço somente nas danças e celebrações religiosas.

Da árvore do babaçu, as mulheres extraem o seu sustento. Transformam as palhas das folhas em cestos, a casca do coco em carvão e a castanha em azeite e sabão. Organizadas, criaram cooperativas para produção e comercialização de seus produtos, como farinha, azeite, sabonete e outros derivados do babaçu.

Fonte: MIQCB, Culturart e artigo de Maria Regina Teixeira da Rocha


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