Em conversas com algumas pessoas, sempre noto que ainda é muito forte a ideia equivocada no critério para escolher o candidato, os motivos e justificativas pelos quais irão votar são os mais banais possíveis. É difícil estender uma conversa sobre o assunto sem ouvir aquela velha frase: “Ah, mas todos eles fazem a mesma coisa”, todos são corruptos. A velha justificativa para votar naquele candidato que vai fazer um favorzinho.
Tocantinópolis com certeza não é a única cidade a sofrer com o voto de cabresto, o voto interesseiro, o voto no amigo, o voto familiar, o voto que não leva em consideração o que de fato deveria ser considerado.
Talvez não seja muito justo exigir de alguém que não estudou o suficiente, que não teve boas oportunidades, que vem de uma realidade onde as necessidades mais básicas sempre foram escassas, que essa pessoa vote com consciência, principalmente se o próprio meio político está imerso em um modo de fazer política viciado e praticante da troca e compra de votos. Nada justifica a venda de votos, mas é necessário uma discussão profunda sobre causa e efeito dessa prática, sobre o que está por trás deste problema absurdo que ainda teima em atrapalhar processo democrático de escolha dos representantes. Tenho a impressão de que esse assunto é pouco discutido em nosso meio. É difícil ver uma campanha de conscientização contra a venda de votos ou outras ações relacionadas a isto.
Mas nem todos são inocentes nesse universo do voto como moeda de troca. Conhecemos pessoas esclarecidas, formadas, que estudaram e não estão em condição de vulnerabilidade, mas que ainda assim votam e apoiam pelos motivos mais esdrúxulos. O modo de fazer política que sempre recorre ao toma lá da cá, parece estar impregnado na sociedade, claro que com exceções. Política que pensa invariavelmente no coletivo, e que tenha a honestidade como manto sagrado é uma coisa quase inimaginável. Mas eu ainda acredito nas exceções.
Votar por amizade ou esperando um “favor”, e não por que o seu candidato realmente representa uma boa alternativa para o município, é o que mais acontece a nossa volta. Uma grande parte das pessoas não está muito preocupada com a qualificação do candidato. O nível de conhecimento sobre o que envolve o cargo pelo qual está concorrendo é quase sempre desprezado na hora da escolha.
Mas o pior de tudo, é que o nível da maioria dos candidatos não é lá essas coisas. Aí fica ainda mais difícil a tarefa de fazer uma boa escolha. O voto é a forma pela qual podemos ser representados, por isso é tão importante eleger pessoas que saibam o que estão fazendo. Nem sempre nosso candidato ganha, mas quem vence tem o dever de representar a todos, e ainda podendo ser cobrado.
Queria que todos votassem com a barriga cheia, que todos pudessem votar estando empregados, que votassem sabendo discernir sobre o que cada candidato representa, queria que todos pudessem votar com plena consciência, sem que a fome, o desemprego e má educação determinassem o seu voto. Tomara que esse cenário um dia se torne realidade.
Tocantinópolis com certeza não é a única cidade a sofrer com o voto de cabresto, o voto interesseiro, o voto no amigo, o voto familiar, o voto que não leva em consideração o que de fato deveria ser considerado.
Talvez não seja muito justo exigir de alguém que não estudou o suficiente, que não teve boas oportunidades, que vem de uma realidade onde as necessidades mais básicas sempre foram escassas, que essa pessoa vote com consciência, principalmente se o próprio meio político está imerso em um modo de fazer política viciado e praticante da troca e compra de votos. Nada justifica a venda de votos, mas é necessário uma discussão profunda sobre causa e efeito dessa prática, sobre o que está por trás deste problema absurdo que ainda teima em atrapalhar processo democrático de escolha dos representantes. Tenho a impressão de que esse assunto é pouco discutido em nosso meio. É difícil ver uma campanha de conscientização contra a venda de votos ou outras ações relacionadas a isto.
Mas nem todos são inocentes nesse universo do voto como moeda de troca. Conhecemos pessoas esclarecidas, formadas, que estudaram e não estão em condição de vulnerabilidade, mas que ainda assim votam e apoiam pelos motivos mais esdrúxulos. O modo de fazer política que sempre recorre ao toma lá da cá, parece estar impregnado na sociedade, claro que com exceções. Política que pensa invariavelmente no coletivo, e que tenha a honestidade como manto sagrado é uma coisa quase inimaginável. Mas eu ainda acredito nas exceções.
Votar por amizade ou esperando um “favor”, e não por que o seu candidato realmente representa uma boa alternativa para o município, é o que mais acontece a nossa volta. Uma grande parte das pessoas não está muito preocupada com a qualificação do candidato. O nível de conhecimento sobre o que envolve o cargo pelo qual está concorrendo é quase sempre desprezado na hora da escolha.
Mas o pior de tudo, é que o nível da maioria dos candidatos não é lá essas coisas. Aí fica ainda mais difícil a tarefa de fazer uma boa escolha. O voto é a forma pela qual podemos ser representados, por isso é tão importante eleger pessoas que saibam o que estão fazendo. Nem sempre nosso candidato ganha, mas quem vence tem o dever de representar a todos, e ainda podendo ser cobrado.
Queria que todos votassem com a barriga cheia, que todos pudessem votar estando empregados, que votassem sabendo discernir sobre o que cada candidato representa, queria que todos pudessem votar com plena consciência, sem que a fome, o desemprego e má educação determinassem o seu voto. Tomara que esse cenário um dia se torne realidade.
Giano Guimarães





