terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Estudantes da rede pública, pretos, pardos e indígenas são maioria entre os novos alunos da UFT

Por Bianca Zanella

Estudantes oriundos de escolas públicas, originários da Região Norte, pretos, pardos e indígenas são maioria entre os ingressantes na Universidade Federal do Tocantins (UFT) por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2017.

De acordo com dados do perfil socioeconômico dos aprovados e matriculados na primeira chamada regular do processo seletivo, 77% das 996 vagas de cursos de graduação da UFT já ocupadas, tanto no primeiro quanto no segundo semestre deste ano, foram destinadas a alunos que cursaram o Ensino Médio na rede pública. Além disso, 76% do total dos novos alunos se declararam pretos, pardos ou indígenas.

Com relação às modalidades de concorrência, 40% dos matriculados ingressaram pelo sistema universal e 60% por meio dos sistemas de cotas e ações afirmativas, que prevêem reserva de vagas para estudantes de escolas públicas nos termos da Lei nº 12.711 e também para quilombolas e indígenas, conforme os critérios estabelecidos pela própria UFT.

Os dados também mostram que mais da metade (52%) dos já matriculados na Universidade para o ano de 2017 são da Região Norte, sendo 43% do próprio estado do Tocantins. Goiás e Maranhão são, respectivamente, o segundo e o terceiro estado com mais novos estudantes na Instituição. Apesar da concentração regional, a Universidade recebeu matrículas de estudantes de 25 estados e do Distrito Federal.

"Esse panorama só confirma o que vem ocorrendo em todas as edições do Sisu: que a UFT vem conquistando visibilidade e atratividade para candidatos de outros estados, sem deixar de atender, principalmente, a demanda local e regional. Além disso, esse perfil reflete a própria formação do estado do Tocantins, que é multicultural, e essa também é a 'cara' da nossa Universidade", analisa a pró-reitora de Graduação da UFT, Berenice Aires, ressaltando que ainda é cedo para uma análise mais aprofundada. Isso porque os dados são parciais, já que mais de 2,3 mil vagas ofertadas pela Universidade este ano ainda devem ser preenchidas com candidatos da Lista de Espera do Sisu e com o Processo de Seleção Complementar (PSC).

O resultado da Lista de Espera do Sisu deve ser divulgado nesta quarta-feira (15), e as matrículas destes novos classificados ocorrem nos dias 17, 20 e 21 de fevereiro.

Todos os documentos relacionados a esta edição do Sisu na UFT podem ser conferidos em www.uft.edu.br/sisu2017.

fonte: www.uft.edu.br


Projeto incentiva à leitura no terminal de integração de Imperatriz

Já pensou em passar pelo Terminal de Integração de Imperatriz e se deparar com livros gratuitos para serem lidos? Inclusive poder levá-los para a casa sem nenhum tipo de cadastro? Graças ao projeto “Parada Literária” isto agora é possível. 

A ação foi oficialmente lançada nesta terça-feira (07) com a inauguração de um espaço no terminal, que conta com dezenas de livros para os passageiros e usuários de ônibus da cidade. A solenidade contou com a presença de representantes da UFMA, do IFMA, SENAC, RATRANS, Academia Imperatrizense de Letras e do Clube do Livro de Imperatriz. 

Iniciativa pioneira no município, o projeto busca oportunizar o acesso a livros para as pessoas que passam pelo local diariamente. A ação, que tem como lema "Quem lê nunca perde seu tempo", estimula a leitura da seguinte maneira: o passageiro pode pegar um livro de sua preferência e lê-lo enquanto espera o ônibus, podendo levá-lo para casa para continuar a leitura, se preferir. 


A devolução pode ser imediata ou quando o passageiro transitar novamente pelo local, tudo sem precisar do auxílio de um funcionário para realizar o empréstimo. Contudo, a intenção é que o material seja devolvido de forma espontânea e de preferência que outras publicações possam ser acrescentadas ao arsenal. 

A ideia do projeto surgiu da necessidade de se compartilhar livros e leituras em Imperatriz, e a escolha pelo terminal de integração se deve por ser um dos pontos mais movimentados da cidade. “A intenção é fazer o livro circular. Proporcionar a oportunidade da leitura para muitas pessoas. O intuito é incentivar que as pessoas peguem os livros e levem para sua casa”, ressalta a bibliotecária Alessandra Saraiva, uma das coordenadoras do Parada Literária. 

A ação foi inspirada em outros projetos do gênero realizado em diversas cidades do pais. “Decidimos trazer este modelo de ação para a cidade, pois esse projeto possibilita o acesso ao livro, sem precisar de cadastro. Quem espera o ônibus pode pegar o livro que quiser e até levar para casa e ficar pelo tempo que quiser. Isso é fomentar o acesso à leitura para quem precisa”, explica um dos idealizadores do Parada Literária, professor Marcos Fábio. 

Doações - Para que a estante esteja sempre alimentada com obras literárias, o projeto recebe doações para compor o acervo. Os interessados em contribuir podem doar livros na Biblioteca do campus centro da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), localizada na rua Urbano Santos, no horário de 8h às 21h. 

Fonte: Hyana Reis, do Correio Popular

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Tocantinópolis: Gestão que fecha biblioteca, despreza importância do conhecimento

A Biblioteca Municipal de Tocantinópolis funcionava há muitos anos no espaço do antigo Mercado Municipal, mas no início deste ano, a atual gestão resolveu dar o golpe de misericórdia na já maltratada biblioteca. Estão prejudicando um patrimônio cultural que deveria ser tratado com a devida importância e não com o descaso que vem acontecendo desde o início do mandato do ex-prefeito Fabion, em 2008. Com certeza existem alternativas ao fechamento deste espaço.

A ASCOM da prefeitura municipal informou: “Que a biblioteca se encontra, neste momento, fechada, devido à mudança da Secretaria Municipal de Assistência Social, para o prédio onde funcionava o ambiente de pesquisa e estudo”. A prefeitura também informou: "que na primeira semana de nossa gestão procuramos a Universidade Federal do Tocantins (UFT), em busca de uma negociação/parceira informal com a diretora do Campus, Srª. Francisca Rodrigues Lopes. Na oportunidade, indagamos sobre a possibilidade de receber o acervo da Biblioteca Municipal, com a condição de cedermos servidores municipais para ajudar na manutenção da mesma”.

Como se já não fosse uma péssima ideia fechar a biblioteca, queriam ainda, colocar o acervo municipal onde já funciona uma biblioteca. A biblioteca do município tem outras características, demandas, atuação e papel distinto na seara da cultura da cidade. A biblioteca do município merece um espaço próprio e adequado que preserve sua identidade, que além de fornecer acervo variado, esteja principalmente especializada na literatura que envolve a cidade e a região, além de se possível agregar outros materiais historiográficos que também possam contar a história deste lugar.

Mesmo que seja um fechamento provisório, é importante perceber que não é adequado o tratamento dado ao espaço da biblioteca que está vinculado a cultura e a educação,  áreas que quase sempre são preteridas. Também é necessário ressaltar que objetivo do fechamento não foi a melhoria da biblioteca, mas atender demandas de outras secretarias. Claro que a secretaria que ocupou o espaço é de extrema importância, e precisa ser atendida. Mas descartar, mesmo que provisoriamente a biblioteca, sem perspectivas de quando e onde acomodará o acervo, e sem ao menos dar esclarecimentos a população é muito negativo.

É importante lembrar que em 2008, havia um prédio pronto para abrigar o acervo da biblioteca, feito exatamente com esse propósito e de forma apropriada para servir como espaço de leitura, estudo, pesquisa e conservação do acervo. O prédio, que à época seria a biblioteca, fica ao lado do banco do Brasil, onde já funcionou a agência do banco Itaú. No entanto, um dos primeiros atos da gestão anterior foi levar o prédio a leilão, acabando com a ideia de se ter uma biblioteca de qualidade no município.

Nesta época, o acervo foi então colocado numa sala pequena no mercado municipal, sem nenhuma condição de oferecer ao público um ambiente parecido com uma biblioteca de verdade, além de ser inadequado para a conservação dos livros.

Como se não fosse ruim ter uma biblioteca em condições ruins, as coisas ainda podem piorar, como agora está acontecendo. A Prefeitura do município resolve fechar a biblioteca e manter o acervo guardado, sabe-se lá como. 

Não esqueçamos também, do antigo mercado municipal, que poderia estar servindo ao seu verdadeiro propósito inicial, de quando foi concluída sua reforma, que era o de se transformar num centro cultural. Hoje serve de quebra-galho para acomodar secretarias e outras demandas. É incrível a falta de planejamento e organização dos governos que entram e saem. Em oito anos, a antiga gestão, com o montante de recursos que entrou no município não foi capaz de resolver o problema de um espaço específico para o funcionamento de determinadas secretarias e outros órgãos do município, que passaram todos esses anos desperdiçando dinheiro público com alugueis.

Esta semana, entramos em contato com o vereador Lamarck para que ele fizesse um requerimento para que fossem tomadas providências sobre a situação da biblioteca. O vereador apresentou o pedido na câmara. Segundo Lamarck, o vereador Wilson Lima, Líder da situação na câmara, informou “que deve ser reformado o prédio da antiga colônia de pescadores para servir como biblioteca, e que tudo seria feito num prazo máximo de 60 dias”. 

Talvez o prédio da antiga colonia de pescadores seja muito pequeno, a não ser que façam uma ampliação. De qualquer forma, é um sinal de que a biblioteca não morrerá. Mas é bom lembrar, que apenas arranjar um lugar para colocar os livros e não realizar um trabalho serio de preservação, informatização, catalogação e ampliação do acervo, fomento a leitura, parcerias com escolas para uso do espaço e a assessoria de um bibliotecário, sem isso, tal espaço não passará de um depósito de livros.

Há algum tempo, venho batendo na tecla, de que a cultura em nossa cidade é absolutamente desprestigiada e tratada com desprezo. Ano passado escrevi um texto falando sobre isto, inclusive fiz sugestões para contribuir a questão. Sugestões essas que ainda estão valendo.

Além de várias outras sugestões que podemos oferecer, fica esta, que já havia feito: Que a prefeitura transforme o antigo mercado no Centro Cultural que deve ser, pois para esta finalidade foi reformado, e a cidade merece um lugar desta natureza, diante de sua importância cultural, histórica e regional. E que também construa de fato, ou adapte um prédio apropriado para o estabelecimento da Biblioteca Municipal de nossa cidade. A cultura, o povo de Tocantinópolis e os turistas certamente serão prestigiados e o município ganhará muito com isso.

Giano Guimarães

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Basquete do Colégio Dom Orione de Tocantinópolis se prepara para Torneio Nacional

A equipe de Basquete Juvenil com idade entre 15 e 17 anos do Colégio Dom Orione, da cidade de Tocantinópolis, já está se organizando para participar do Campeonato Brasileiro de Basquete Escolar. O Torneio acontecerá entre os dias 21 e 29 de março na cidade de Recife-PE e está sendo promovido pela Confederação brasileira de despostos escolares (CBDE). 

O time do Dom Orione será o  representante masculino do Estado do Tocantins no campeonato. A  equipe foi convidada a participar do torneio, devido ao seu excelente desempenho nos últimos Jogos Estudantis do Tocantins 2016 (JET's), disputando com nove times, e perdendo apenas a semi-final da competição. Na ocasião, o Colégio Dom Orione foi a escola pública melhor classificada na modalidade em todo o Estado. 

O time tem se destacado, e vários talentos tem surgido a partir do trabalho de base que tem sido realizado pelo Técnico Mizael de Oliveira Batista Júnior. Segundo Mizael, a meta para este ano é, além de conseguir um bom resultado no torneio nacional, continuar treinado a equipe para os torneios do estado e tentar ficar entre primeiros, mas principalmente manter o trabalho que tem sido desenvolvido com o basquete na cidade. 

Apoio

Para que os atletas possam participar do torneio, é necessário que os mesmos façam sua filiação junto à federação tocantinense de desportos escolares, para que a partir daí, a confederação possa arcar com as despesas dos atletas, como passagens, alimentação e hospedagem. A taxa é de 120 reais, sendo que a maioria dos garotos não tem condição de desembolsar este valor. O técnico Mizael faz um apelo à sociedade Tocantinopolina, aos empresários, profissionais liberais, funcionários públicos e amantes do esporte, para que ajudem no que puderam.

Contato: (63) 98128-3545

Fonte: Tocantino com informações de Mizael Oliveira


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