O escritor e jornalista Adalberto Franklin morreu nesta quinta-feira (02) por complicações de um acidente vascular cerebral (AVC). O historiador estava internado desde 09 de fevereiro. O velório acontece nesta sexta-feira (03) na casa dos familiares, na Rua João Pessoa. O enterro deve ser realizado neste sábado (04), no Cemitério Campo da Saudade.
Adalberto Franklin nasceu em Uruçui (PI), mas mudou-se ainda criança para o Maranhão, onde morou em Balsas, para depois passar a viver em Imperatriz. Estudou História e Direito e se consagrou na cidade como jornalista, redator, historiador e editor literário.
É membro fundador da Academia Imperatrizense de Letras e da Academia de Letras, História e Ecologia da Região de Pastos Bons. Em 2012 foi eleito membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.
Suas obras literárias são de grande contribuição para a história da cidade, tendo Adalberto lançado livros como “Breve História de Imperatriz” e “História Econômica de Imperatriz”. Sua contribuição à literatura da cidade lhe rendeu por duas vezes o “Prêmio Literário da Academia Imperatrizense de Letras”, a maior honraria aos escritores locais.
Em 2000 recebeu da Câmara Municipal de Imperatriz a “Comenda Barão de Coroatá”, e em 2012 o Título de Cidadão Imperatrizense, pelos relevantes serviços prestados a cidade, especialmente no fomento a cultura. Também chegou a se candidatar a Prefeito de Imperatriz em 2012.
Como diretor e fundador da única editora de livros de Imperatriz, a Ética, Adalberto alcançou o recorde de publicações que o tornou o editor com maior número de livros lançados no Maranhão. Ao todo mais de 700 obras regionais foram publicadas com o selo de sua editora.
Entre seus últimos livros lançados está a obra “Repressão e Resistência em Imperatriz”, em parceria com Valdizar Lima. Fruto de pesquisas dos historiadores, reúne depoimentos e fotos da década de 60 na cidade. A narrativa tem como protagonista o ex-prefeito de Imperatriz, João Menezes Santana.
Também participou da série de livros “Antologias de Imperatriz”, um projeto idealizado pelo escritor com o objetivo de valorizar a cidade por meio da poesia e dos contos. Ambos foram lançados no último Salão do Livro de Imperatriz (Salimp), em dezembro de 2016.
Apesar de não ter nascido na cidade, em um de seus últimos livros, Adalberto diz que se considerava um escritor imperatrizense. “Não é um título de cidadão, nem um registro de nascimento que cria a cidadania. Creio que este deve ser dado apenas àqueles que tenham participação ou motivação na cidade, cidadania, cultura da localidade. Me considero tanto imperatrizense quanto os que aqui nasceram”, ressaltou.
Fonte: www.correiopopularitz.com.br
