O
documentário mostra o rio Tocantins e as barragens construídas ao
longo de seu curso, revela os diversos impactos ambientais e sociais
causados pela construção desses projetos. Mostra o relato de várias
pessoas que tiverem suas terras e casas inundadas, e que foram
obrigadas a deixar para trás toda uma história e relação com o
lugar do qual pertenciam.
Muitos
tiveram suas vidas destruídas por terem que deixar o modo de viver que tinham e ir para cidade, passando a conviver com problemas que
não tinham antes. Nos relatos das pessoas fica evidente o
descompromisso e descaso dos empreendedores para reparar as famílias
prejudicadas. O documentário deixa claro o nefasto processo de
degradação socioambiental provocado pelas hidrelétricas do início
ao fim.
Nesses
dias, em que assistimos perplexos ao que possa talvez, ser a maior
seca do rio em dezenas de anos ou mais, é importante ver e refletir
sobre os agentes que diretamente tem influenciado neste cenário de
penúria pelo qual passa o grande rio Tocantins. Diferente disto,
parte da mídia e a própria hidrelétrica, tem insistido no discurso
de que o que está acontecendo nada mais é, do que resultado de um
processo natural provocado pela estiagem atípica que tem atingido a
região neste ultimo ano. Argumento difícil de ser aceito, diante do
simples fato da barragem segurar a água diminuindo a vazão natural,
evidentemente provocando a diminuição do nível do rio à jusante,
além de outros fatores que ao longo do tempo tem alterado
agressivamente todo o ecossistema.
O documentário teve o Roteiro de João Luiz Neiva e a Direção de Hélio Brito.
