domingo, 15 de maio de 2016

Tocantinópolis e a ponte do rio que não sai

Fala-se muito que Tocantinópolis foi prejudicada por ficar fora da rota da rodovia Belém-Brasília, e portanto não ter uma ponte interligando o Tocantins e Maranhão. De certa forma sim, mas isso não foi determinante, nem deve ser justificativa para a estagnação da cidade em muitos aspectos.

São décadas de inércia e omissão com relação a alternativas que pudessem dar a população uma mobilidade mais digna, e que possibilitasse integrar com mais eficiência nossa cidade com várias outras do Estado do Maranhão. Se faltou empenho político na época da construção da rodovia, quando Tocantinópolis tinha muito mais importância e influência na região, faltou mais empenho ainda nos 45 anos passados do término da estrada. 

Nem ponte sobre rio entre Tocantinópolis e Porto Franco, nem estrada asfaltada entre Tocantinópolis e Maurilândia, nem um transporte de travessia mais acessível e de melhor qualidade. Nenhuma dessas alternativas foi tratada com a devida importância nesses 45 anos.

Infelizmente a única alternativa que temos é a velha e boa balsa, que tem sim sua importância e grande utilidade, gera empregos, sustenta famílias e é o único meio de travessia de veículos, além de ser muito utilizado por pedestres. É um serviço que deixa a desejar, talvez principalmente pelo fato de ser um monopólio. Por não haver concorrência as deficiências e até abusos como os das tarifas acontecem. 

Muitas vezes a espera e demora da travessia quando a balsa está do outro lado do rio gera transtornos, reclamações e inconveniências, mas não temos outra alternativa. Agora tem vindo a tona um outro problema, que não é novo, eles são os sucessivos reajustes das tarifas cobradas, e a mais polêmica medida, que é a de cobrar passagem de pessoas que ocupam os veículos, com exceção do motorista. Pratica que até então não era feita. As pessoas tem reclamado e com toda razão. 

Não é possível que a empresa que explora essa atividade a anos de forma exclusiva, tenha que tomar uma medida extrema e prejudicar seus clientes, que são fonte de sua existência. Não é possível que as autoridades irão se calar diante dessa situação vexatória para o povo. Não é possível termos que viver para sempre reféns da PIPES para atravessar este rio. 

Giano Guimarães


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