quinta-feira, 21 de maio de 2015

Palmas: uma história de coragem

A mais nova Capital do Brasil entra na maturidade dos seus 26 anos de existência com ares de cidade grande, enfrentando desafios de centros urbanos, mas colhendo conquistas que deixam orgulhosos milhares de pessoas que escolheram este lugar para viver, criar os filhos, crescer profissionalmente e ser feliz. Contando com uma infraestrutura arrojada, a Capital do Tocantins é também cenário de belezas naturais dignas de roteiro cinematográfico. Aliás, Palmas já ganhou as telas grandes do cinema, inclusive com histórias que mostram um pouco do cotidiano do povo da região.

Com suas avenidas largas, suas quadras habitacionais planejadas, a cidade oferece uma integração perfeita entre a modernidade dos seus edifícios cada vez mais visíveis sem perder o charme de uma cidade construída em plena vegetação do cerrado e às margens do rio Tocantins, que posteriormente ganhou um imenso lago decorrente da construção da usina hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a população de Palmas tem o segundo menor percentual de adultos com excesso de peso dentre as capitais do Brasil. Prova disso são as ocupações dos amplos espaços para práticas esportivas e de lazer, entre eles o Parque Cesamar, a Praça dos Girassóis ou até mesmo a área da Praia da Graciosa. Diariamente, logo nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde é comum observar pessoas de todas as idades se exercitando, correndo, caminhando nos milhares de espaços propícios para as atividades físicas.

Com forte influência da cultura nordestina, Palmas é também a cidade dos concursos de quadrilha, dos encontros de sanfoneiros, das comidas típicas como a tapioca e a pamonha. Mas também as referências do Centro-Oeste estão presentes, como o gosto pela música sertaneja, pelo frango com pequi, pela “sustância” do chambari e de outras delícias regionais como o doce de buriti e o tucunaré frito. Palmas é ainda aquela cidade em que todos se encontram nas feiras livres, nos barzinhos, nas filas dos bancos ou mesmo no distrito de Taquaruçu, com suas belas cachoeiras, seu clima ameno e ar de cidade do interior.

Inaugurada em 20 de maio de 1989 e instalada em 1º de janeiro de 1990, Palmas possui atualmente uma população aproximada de 260 mil habitantes, de acordo com dados do último censo demográfico. Distante a 805 quilômetros de Brasília, a cidade já conta com uma infraestrutura hoteleira com capacidade para realização de grandes eventos culturais e de negócios. Além disso, dois grandes shoppings já contam com grandes lojas de departamento, redes de fast food internacionais, franquias de venda de eletrodomésticos, sem contar com a diversidade e força do empresariado local, que viu esta cidade surgir da poeira e que hoje encanta pela beleza de uma linda jovem de 26 anos de idade que aos poucos entra na vida adulta. Segundo o presidente do sistema Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni, o comércio de todo o país sofre com a situação econômica atual, mas Palmas, diferentemente das demais capitais da região Norte ainda se destaca. “Palmas é uma cidade em desenvolvimento, possui muitos setores em expansão devido a sua pouca idade, o que a torna uma polo que ainda atrai investimentos”, afirmou.

Mas como toda cidade em expansão, o lar dos palmenses já apresenta problemas de infraestrutura. Durante o período de chuvas, ainda é comum identificar grandes áreas alagadas em suas principais avenidas. Também questões como pavimentação asfáltica, acesso à internet e saneamento são artigos de luxo para centenas de moradores. Outro assunto que já começa a incomodar é o tráfego intenso nas rotatórias, principalmente em horários de grande fluxo de início ou fim do expediente comercial. O desemprego, o avanço agressivo da violência, principalmente contra jovens e adolescentes também começam a assustar. Entretanto, a cidade que tem a característica de agregar pessoas de todas as regiões do País é também uma dos 100 melhores lugares para se viver no Brasil, de acordo com o Índice de Desenvolvimento dos Municípios. Sinal de que, a 26 anos atrás, a decisão do então governador Siqueira Campos de criar uma cidade no meio do nada, foi uma escolha mais do que acertada.

Ex-prefeitos avaliam evolução da Capital

FENELON BARBOSA-
1989 a 1992
Com a cessão dos direitos do então município de Taquaruçu do Porto para Palmas, Fenelon Barbosa foi o primeiro prefeito da Capital, Palmas.

EDUARDO SIQUEIRA
1993-1996
O primeiro prefeito eleito, Eduardo Siqueira Campos, teve para si, a responsabilidade de construir do nada a última cidade planejada do século passado. “Erguemos uma Capital do zero, e na época o desafio era levar serviços básicos como água tratada, saúde e educação”, argumenta.

ODIR ROCHA
1997-2000
O terceiro gestor foi o médico, poeta e ex-deputado Odir Rocha, que assumiu a cidade com apenas 32 mil habitantes e ao longo de quatro anos, houve uma verdadeira explosão demográfica, chegando aos 120 mil habitantes. “ De lá para cá a cidade evoluiu muito, principalmente no setor educacional, de saúde e de prestação de serviços. Com quase 300 mil habitantes, Palmas hoje está consolidada como uma cidade de porte médio e com todo o conforto de uma cidade grande. Nos primeiros anos da Capital havia mais a necessidade de assistência social que hoje”, avalia.

NILMAR RUIZ
2001-2004
A única mulher a administrar a cidade, a ex-prefeita Nilmar Ruiz viu, em sua gestão, o surgimento de grandes obras estruturantes, como a ponte Fernando Henrique Cardoso, o Lago de Lajeado, o Terminal Rodoviário, o Hospital Geral de Palmas (HGP), entre outros. “Palmas que é uma mistura de culturas e que tem gente de todas as partes com vontade de trabalhar e de participar do processo de desenvolvimento da cidade, pode se tornar cada vez mais, na terra das oportunidades e no melhor lugar para se viver. Nesse aniversário de Palmas quero parabenizar a todos, que como eu, a seu tempo e a sua maneira, contribuem para que Palmas seja a capital mais promissora do país”, afirmou.

RAUL FILHO
2005-2012
O ex-prefeito Raul Filho esteve à frente do Paço Municipal por dois mandatos consecutivos. Para o ex-prefeito, ao final de oito anos, a cidade esteve entre as Capitais mais bem organizadas econômico e administrativamente no País. “Deixamos uma administração livre de dívidas e com recursos em caixa para nosso sucessor. Também entregamos o município com projetos e obras basicamente prontos para serem entregues e executados. Por isso, acredito que fizemos uma boa administração. Claro, que não fomos capazes de realizar tudo em oito anos, pois a cidade é um ente em movimento e metamorfose constantes. Porém, plantamos a semente e cuidamos para que ela crescesse, possibilitando que a população de nossa cidade se tornasse mais forte e independente do ponto de vista econômico, e social. Também se tornasse mais crítica sobre seus direitos e deveres”, ressaltou.

fonte: www.primeirapagina.to


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