As mais de 530 escolas da rede estadual promoveram na sexta, 24, e no sábado, 25, a segunda edição do Dia D da Leitura. A iniciativa da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) integra o Programa Vamos Ler! e é realizada em três edições durante o ano letivo, enfocando aspectos do regionalismo.
Para incentivar o hábito da leitura entre os estudantes, as unidades escolares utilizam diversos recursos. A Escola Estadual Almeida Sardinha, localizada no município de Itacajá, oferece uma oficina de literatura de cordel ministrada pelo cordelista e técnico da Gerência de Cultura da Seduc, Juarês Alencar. Para comemorar a data, em que as escolas vão homenagear os escritores tocantinenses, Juarês produziu um cordel sobre o tema. “No estado do Tocantins/ a educação comemora/ pra dar asas à leitura/ tem um programa da hora/ o famoso Vamos Ler/ que através do dia D/ o saber se revigora”, diz um trecho do cordel.
Em Porto Nacional, o Centro de Ensino Médio (CEM) Félix Camôa, desenvolve o Café das 4, uma espécie de café literário, com o propósito de formar novos leitores. Na sexta-feira, 25, o poeta Célio Pedreira realizou uma palestra abordando o processo de construção poética e da memória portuense nas obras literárias. Durante o bimestre, a escola trabalhou vários gêneros literários como crônica, poesia e conto, além de estudar as obras e biografias de escritores tocantinenses como Fidêncio Bogo, Pedro Tierra, Edivaldo Rodrigues e Célio Pedreira.
Para o idealizador da ação no CEM Félix Camôa, professor Richardson Melo, o hábito da leitura tem reflexos que vão além da vida escolar. “A leitura auxilia na construção do caráter do aluno, além de proporcionar um enriquecimento intelectual singular”, frisa.
Temas Regionais
Este ano, a intenção da pasta é valorizar o regionalismo na realização das edições do Dia D. No primeiro evento de 2016, realizado no mês de abril, o tema foi os povos indígenas. Na segunda edição está sendo trabalhada a literatura tocantinense e no último dia D, que acontece em 10 de outubro, as escolas irão abordar a cultura afro-brasileira e africana.
Fonte: Núbia Daiana Mota/Governo do Tocantins