“O meu trabalho é de segurança e vigilância, mas eu sempre tento ajudar no que me pedem”. O vigilante Luiz Carlos dos Santos, de Gurupi, é um dos 138 vigilantes da Universidade Federal do Tocantins contratados por uma empresa terceirizada para atuarem em todos os câmpus. Fotos por Elâine Noleto.
“Ás vezes, a dificuldade da profissão é explicar para as pessoas que existem normas. Mas depois que explico as consequências de desrespeitar as normas, as pessoas costumam entender”. O vigilante acrescentou que gosta de ação no seu trabalho. “O que eu gosto é de ajudar. Isso gera relacionamentos, une todo mundo e traz melhorias para o câmpus”. Entre as ajudas que lhe são solicitadas, ele aponta a coleta de insetos para estudantes de entomologia e usar suas habilidades com as artes visuais para pintar paredes e fazer ilustrações para centros acadêmicos e professores. “Coisinhas simples fazem a diferença”. Na galeria de imagens estão algumas das ilustrações de Luiz Carlos, talento pelo qual o profissional também é conhecido.
O vigilante Wanderson Baia dos Santos afirma ter orgulho de também ser estudante de Pedagogia na UFT. Ele está no oitavo período. "Eu acredito que ser vigilante é uma experiência muito boa para a minha formação enquanto ser humano e enquanto estudante. Pois tenho a oportunidade de trabalhar em um local a qual gosto, que é a universidade. Trabalhar com pessoas faz com que a gente crie um vínculo de amizade muito bom".
Auditório Vigilante Adão Ribeiro de Souza
Em Tocantinópolis, o câmpus da UFT tem o Auditório Vigilante Adão Ribeiro de Souza, em homenagem à memória do profissional que foi assassinado em 2009 durante o exercício da função.
História da profissão
O Dia Nacional do Vigilante é celebrado em 20 de junho em referência a data em que foi sancionada a Lei 7102/1983, que regulamenta a profissão. De acordo com Confederação Nacional de Vigilantes e Prestadores de Serviços (CNTV), existem no Brasil cerca de 1,8 milhões de profissionais na categoria, que movimentam cerca de R$ 15 bilhões por ano. A principal conquista da categoria nestes anos foi à aprovação do adicional de periculosidade de 30%, aprovado pela Lei 12.740/2012 – que entrou em vigor em dezembro de 2013.
Atualmente, os serviços de segurança privada só podem ser executados por empresas registradas no Ministério da Justiça, por meio da Polícia Federal, que passou a fiscalizá-las e, consequentemente, as academias de formação, que recebem certificados de segurança e autorização para funcionamento. Os profissionais devem possuir curso de formação de vigilantes, certificado regular para o exercício da função e registro na carteira de trabalho por empresa autorizada. Devem portar também a Carteira Nacional de Vigilante (CNV).
Fonte: uft.edu.br - Por Daniel dos Santos
